Mostrando postagens com marcador John Lennon. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador John Lennon. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Carta de Lennon xingando McCartney deve alcançar R$ 100 mil em leilão
Uma carta assinada por John Lennon cheia de ofensas a Paul McCartney e sua então mulher, Linda, vai a leilão nos Estados Unidos em maio, e a expectativa é de que alcance o equivalente a R$ 100 mil.
O documento, datado de 1971, é uma resposta de Lennon a uma carta dirigida a ele e assinada por Linda, e trata dos bastidores da separação dos Beatles e do tratamento dado pelos integrantes da banda e pelo casal McCartney a Yoko Ono.
No texto, o ex-beatle afirma: ''Estava me perguntando que fã dos Beatles irritadiça e de meia idade a tinha escrito. Resisti em olhar a última página para descobrir. (...) Que diabos, foi Linda!''.
Lennon afirma ainda: ''Eu espero que você perceba as m... que vocês e os 'meus amigos gentis e altruístas' lançaram sobre mim e sobre Yoko desde que nós estamos juntos. Por vezes pode ter sido um pouco mais sutil ou será que eu deveria dizer mais 'classe média', mas não com frequência. Nós dois superamos isso algumas vezes e perdoamos vocês dois. Portanto, é o mínimo que vocês podem fazer por nós, pessoas tão nobres''.
O Beatle comenta ainda as restrições que teve ao título entregue pela rainha Elizabeth 2ª aos Beatles, que ele acabou devolvendo em 1969, em protesto contra a política externa britânica.
''Quando indagado sobre o que eu achava a respeito do MBE (Member of the Order of the British Empire, Membro da Ordem do Império Britânico, como o título é chamado), eu lhes disse da melhor maneira que eu pude, pelo que eu me recordo. E eu me recordo de sentir um certo constrangimento''.
''Não tenho vergonha dos Beatles (eu comecei isso tudo), mas sim de algumas das m... que a gente teve que aguentar para torná-los tão grandes. Pensei que todos nos sentíssemos da mesma maneira com pequenas variações - obviamente estava errado."
"Mudamos o mundo"
Lennon comenta ainda o papel dos Beatles no cenário artístico mundial e ironiza uma suposta presunção do antigo parceiro em relação à visão dele sobre a dimensão da banda.
''Você realmente acha que a maior parte da arte atual surgiu por causa dos Beatles? Não acredito que você seja tão maluco, Paul. Você acredita nisso? Quando parar de acreditar, talvez você acorde! Nós não dizíamos sempre que éramos parte do movimento e não o movimento todo? Claro, nós mudamos o mundo. Mas tente seguir em frente. SALTE DO DISCO DE OURO E VOE!"
Ele conclui comentando a sua saída da banda e a decisão de não ter declarado publicamente que estava deixando o grupo.
''Por fim, sobre não ter dito para ninguém que eu havia deixado os Beatles - Paul e [o empresário Allen] Klein passaram o dia me dizendo que era melhor eu não dizer nada a ninguém - Pedindo que eu não dissesse nada porque iria 'ferir os Beatles' (...). Portanto, ponha isso na sua pequena mente pervertida, Sra. McCartney, os babacas me pediram para ficar calado.
Ao se despedir, ele ainda faz mais um ataque à mulher de McCartney, lembrando da cisão que se criou na banda sobre quem seria o nome certo para empresariar o grupo. Lennon, Ringo Starr e George Harrison optaram pelo americano Allen Klein, ao passo que Paul acabou sendo preterido ao defender que seu sogro administrasse os negócios dos Beatles.
''Claro, o aspecto financeiro é importante - para todos nós - especialmente após todas as merdinhas que surgiram com a sua insana família/sogros e DEUS TE AJUDE A ESCAPAR, PAUL - vejo você em dois anos - espero que você tenha escapado até lá''.
Ele assina a carta com os dizeres ''apesar de tudo, amor a vocês dois, de nós dois''.
domingo, 14 de novembro de 2010
Livro explica a filosofia de John Lennon
John Lennon teria completado 70 anos de idade em 9 de outubro de 2010.
Em 8 de dezembro, serão 30 longos anos sem a sua presença física neste planeta conturbado.
Nos últimos tempos, vários livros foram lançados no Brasil abordando sua vida e carreira. Alguns, essenciais, outros, nem tanto.
Um dos mais interessantes é John Lennon - O Ídolo que Transformou Gerações, de Gary Tillery, que chega ao mercado brasileiro pela editora Universo dos Livros.
Trata-se de uma interessante análise sobre a filosofia de vida do cantor, compositor e músico britânico.
O estudo apresenta as origens do artista, as motivações que o levaram ao meio artístico e também os caminhos que ele buscou para encontrar respostas para as chamadas "grandes questões de vida": de onde vim, para onde vou e por que estou vivo.
O texto é fluente e também explica a origem de algumas das músicas mais importantes da carreira de Lennon, entre as quais Mind Games, Imagine e Cold Turkey, entre outras.
John Lennon - O Ídolo que Transformou Gerações não se perde em fofoquinhas, polêmicas sem fundamento ou coisas assim, concentrando-se no que de fato interessa, que é o maravilhoso legado que o ex-beatle nos deixou em termos filosóficos e musicais.
John Lennon - O Ídolo que Transformou Gerações
Autor: Gary Tillery
Editora: Universo dos Livros
Preço médio: R$ 29,90
Fonte: http://entretenimento.r7.com/musica/noticias/livro-explica-a-filosofia-de-john-lennon-20101110.html
domingo, 10 de outubro de 2010
Ozzy Osbourne regrava How? em homenagem à John Lennon
O cantor Ozzy Osbourne gravou um cover da música "How?", de John Lennon, para homenagear os 70 anos que o ex-Beatle faria neste sábado se estivesse vivo. O single foi lançado nesta terça-feira (5).
Gravada originalmente em 1971, "How?" está no segundo disco solo de Lennon, "Imagine". O cover de Ozzy já está à venda no iTunes e toda a renda obtida será revertida para a Anistia Internacional, organização não-governamental que defende os direitos humanos.
John Lennon foi assassinado por um fã com quatro tiros nas costas no dia 8 de dezembro de 1980. O cantor tinha 40 anos na época.
John Lennon foi assassinado por um fã com quatro tiros nas costas no dia 8 de dezembro de 1980. O cantor tinha 40 anos na época.
O clipe da versão de Ozzy para "How?" também já pode ser visto pela web. O vídeo foi gravado em Nova Iorque durante o mês de agosto, confira.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
EUA X John Lennon, Documentário relembra perseguição política a John Lennon
Realizado em 2006, "Os EUA X John Lennon", documentário de David Leaf e John Scheinfeld, demorou quatro anos para entrar em cartaz no Brasil. Acabou chegando numa boa hora, quando se completam 30 anos do assassinato do ex-Beatle, em Nova York. O filme estreia em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Num tempo em que a celebridade mais fácil decorre de uma superexposição da intimidade, é uma boa oportunidade rever o perfil de um astro de rock que se tornou famoso não só pela qualidade de suas canções e declarações bombásticas -- como "somos mais famosos do que Jesus Cristo", que ele passou metade da vida explicando -- mas especialmente por um engajamento político intenso.
Este engajamento é justamente o centro do documentário, que foca a perseguição movida pelo então presidente dos EUA, Richard Nixon, e o chefe do FBI, Edgar Hoover, que mandaram espionar Lennon e fizeram de tudo para deportá-lo do país, em meados dos anos 1970.
Arquivo
Como não poderia deixar de ser, o documentário faz um uso intensivo de material de arquivo -- e há uma enorme fartura de imagens de Lennon, entrevistado hábil e bom de mídia, além de combatente em prol das causas que ele entendia como progressistas. O que lhe valeu o ódio de Nixon e Hoover foi justamente sua luta contra a guerra do Vietnã.
Por onde ia, Lennon atraía atenção. Suas músicas, como "Give peace a chance", viravam hinos na boca de milhares de ativistas em passeatas de protestos pacifistas por todo mundo -- inclusive na porta da Casa Branca.
Fora isso, o músico inglês havia decidido morar em Nova York com sua mulher, a japonesa Yoko Ono, ao lado de quem assumiu mais esta persona pública. O governo norte- americano achou que a saída mais simples era expulsar os indesejáveis do país.
Além do mais, não gostaram nada quando um concerto organizado por Lennon conseguiu tirar da cadeia um ativista, John Sinclair, condenado a dez anos de prisão por ter passado dois cigarros de maconha. Esse poder de comoção, mais a amizade com ativistas radicais, como Abbie Hoffman, Jerry Rubin e os Panteras Negras, fizeram o resto, ativando o espírito anti-Lennon da administração Nixon.
Deportação
O filme reconstitui não só a defesa de Lennon num processo de deportação -- que recorreu a um advogado experiente, Leon Wildes, que, curiosamente, pegou uma causa que achava perdida -- como a sua época.
Amigos como os Panteras Negras Ângela Davis e Bobby Seale, além do escritor Gore Vidal e do apresentador de TV Walter Cronkite, entre outros, são entrevistados, fazendo um balanço daqueles tempos de alta temperatura política.
Embora visivelmente caminhe ao lado de Lennon, o filme não o endeusa, nem santifica. Faz uma ótima crônica de uma época com muitas diferenças, mas também muitas semelhanças com a atual, e oferece material sólido para reflexão.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1553904-7086,00-DOCUMENTARIO+RELEMBRA+PERSEGUICAO+POLITICA+A+JOHN+LENNON.html
Num tempo em que a celebridade mais fácil decorre de uma superexposição da intimidade, é uma boa oportunidade rever o perfil de um astro de rock que se tornou famoso não só pela qualidade de suas canções e declarações bombásticas -- como "somos mais famosos do que Jesus Cristo", que ele passou metade da vida explicando -- mas especialmente por um engajamento político intenso.
Este engajamento é justamente o centro do documentário, que foca a perseguição movida pelo então presidente dos EUA, Richard Nixon, e o chefe do FBI, Edgar Hoover, que mandaram espionar Lennon e fizeram de tudo para deportá-lo do país, em meados dos anos 1970.
Arquivo
Como não poderia deixar de ser, o documentário faz um uso intensivo de material de arquivo -- e há uma enorme fartura de imagens de Lennon, entrevistado hábil e bom de mídia, além de combatente em prol das causas que ele entendia como progressistas. O que lhe valeu o ódio de Nixon e Hoover foi justamente sua luta contra a guerra do Vietnã.
Por onde ia, Lennon atraía atenção. Suas músicas, como "Give peace a chance", viravam hinos na boca de milhares de ativistas em passeatas de protestos pacifistas por todo mundo -- inclusive na porta da Casa Branca.
Fora isso, o músico inglês havia decidido morar em Nova York com sua mulher, a japonesa Yoko Ono, ao lado de quem assumiu mais esta persona pública. O governo norte- americano achou que a saída mais simples era expulsar os indesejáveis do país.
Além do mais, não gostaram nada quando um concerto organizado por Lennon conseguiu tirar da cadeia um ativista, John Sinclair, condenado a dez anos de prisão por ter passado dois cigarros de maconha. Esse poder de comoção, mais a amizade com ativistas radicais, como Abbie Hoffman, Jerry Rubin e os Panteras Negras, fizeram o resto, ativando o espírito anti-Lennon da administração Nixon.
Deportação
O filme reconstitui não só a defesa de Lennon num processo de deportação -- que recorreu a um advogado experiente, Leon Wildes, que, curiosamente, pegou uma causa que achava perdida -- como a sua época.
Amigos como os Panteras Negras Ângela Davis e Bobby Seale, além do escritor Gore Vidal e do apresentador de TV Walter Cronkite, entre outros, são entrevistados, fazendo um balanço daqueles tempos de alta temperatura política.
Embora visivelmente caminhe ao lado de Lennon, o filme não o endeusa, nem santifica. Faz uma ótima crônica de uma época com muitas diferenças, mas também muitas semelhanças com a atual, e oferece material sólido para reflexão.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1553904-7086,00-DOCUMENTARIO+RELEMBRA+PERSEGUICAO+POLITICA+A+JOHN+LENNON.html
Assinar:
Postagens (Atom)

