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domingo, 11 de novembro de 2012

Resenha de Apocalyptic Love o novo álbum do Slash

Slash

Slash sempre foi visto como um verdadeiro mito da guitarra, seja esbanjando seu talento com o GNR, ou nos diversos outros projetos em que participou, o guitarrista sempre atraiu (e atrai) uma quantidade enorme de fãs, não só de Rock. E para seu novo disco solo, que acaba de chegar no mercado, Slash resolveu não mais chamar diversos convidados para os vocais, e firmou Myles Kennedy (ALTER BRIDGE) como vocalista principal, além de contar ainda com Todd Kems no baixo, e Brent Fitz na bateria.

E o disco segue uma linha bem direta e rock’n roll, com momentos mais voltados ao hard rock, e outros mais comerciais, sempre com muita qualidade, e não aparentando um simples disco solo do guitarrista, mas sim como uma verdadeira banda.

Alias, Myles foi a escolha certa para o posto de vocalista, pois possui uma voz muito legal e acessível, além de variada, se adaptando facilmente a diversos estilos, e dando um toque especial às composições, como se percebe em faixas como a agitada “One Last Thrill” que lembra um pouco as musicas do Apetite For Destruction, a vibrante “You’re a Lie”, e a balada “Far and Away”.

Slash também esbanja seu talento, mostrando que mesmo não fazendo o estilo “virtuoso”, consegue com seu feeling fantástico superar qualquer barreira, com riffs e solos marcantes em todas as faixas do trabalho, em especial na já citada “You’re a Lie”, nas setentistas “Standing in the Sun” e “Halo”, e em “Anastasia”, que começa com um belo dedilhado de violão, e logo se transforma num petardo hard rock da melhor qualidade ela é uma das melhores musicas do album.

A qualidade de gravação também merece destaque, graças ao trabalho de Eric Valentine, que deixou o som bem vigoroso, com cara de gravação ao vivo, e que ficou bem legal.

Na minha opinião é um grande disco o melhor trabalho que o Slash fez desde que deixou o Guns N´ Roses

Apocalyptic Love - Slash
(2012 – Hellion Records - Nacional)

Myles Kennedy (vocal, guitarra rítmica)
Slash (guitarra solo)
Todd Kerns (baixo)
Brent Fitz (bateria)

01. Apocalyptic Love






02. One Last Thrill








03. Standing in the Sun





04. You’re a Lie




05. No More Heroes






06. Halo





07. We Will Roam






08. Anastasia




09. Not for Me




10. Bad Rain




11. Hard & Fast





12. Far and Away





13. Shots Fired




Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/155694-slash.html

quarta-feira, 14 de março de 2012

Resenha de Requiem For The Indifferent o novo cd do EPICA



O EPICA, desde sua formação, em 2002, vem alcançando grande destaque, sempre lançando ótimos registros, tendo como ponto forte os excelentes vocais de Simone Simons. E depois do excelente “"Design Your Universe", lançado em 2010, um de seus melhores registros até então, repleto de peso e belas melodias, a banda chega a este “Requiem For The Indifferent”, mostrando que ainda continua evoluindo, e mantendo-se como uma das grandes bandas de sua geração.

O disco mantém a pegada mais pesada do trabalho anterior (embora em doses menores), e ainda acrescenta mais elementos progressivos e intrincados em suas composições, que estão mais técnicas e épicas do que nunca. Além disso, o trabalho de vozes no disco é fantástico, tanto nos momentos de alternâncias entre os vocais suaves de Simone (que esta em sua melhor fase) e os guturais do guitarrista e líder Mark Jansen, como nos belíssimos corais que abundam durante todo o material.



Além disso, devido a toda a complexidade envolvida, é um disco menos direto, o que talvez demande mais audições para que seja possível se perceber todos os elementos nele contidos, embora logo de cara já sejam perceptíveis que se trata de algo especial.

“Monopoly On Truth”, que abre o disco após a introdução “Karma”, é um bom exemplo de como a banda evoluiu, sendo uma música madura, repleta de peso e belas melodias e coros vocais de deixar qualquer um impressionado, sendo um dos grandes destaques do trabalho.

Outras que merecem destaque são “Delirium”, uma belíssima balada que, mais uma vez, conta com um trabalho de vozes espetacular, e com Simone trazendo forte carga emotiva em sua interpretação; “Infernal Warfare”, com um belo contraste entre passagens épicas e riffs pesados e intrincados; “Requiem For The Indifferent”, com passagens muito cativantes, e mais um trabalho vocal de destaque, e guitarras muito bem estruturadas; e “Serenade of Self-Destruction”, que encerra a versão normal do disco (na versão especial há ainda a faixa “Twin Flames” como bônus) com todos os elementos característicos da banda, e deverá ser uma das preferidas dos fãs.

Como dito, portanto, “Requiem For The Indifferent” não é um disco de tão fácil assimilação como seu anterior, mas que após algumas audições mais apuradas, se revela um dos melhores trabalhos da excelente carreira do EPICA.

Requiem For The Indifferent - Epica
(2012 – Nuclear Blast - Importado)

Track List:

01. Karma (1:33)


02. Monopoly On Truth (7:11)


03. Storm the Sorrow (5:12)


04. Delirium (6:08)


05. Internal Warfare (5:13)


06. Requiem For The Indifferent (8:34)


07. Anima (1:25)
08. Guilty Demeanor (3:22)


09. Deep Water Horizon (6:33)


10. Stay The Course (4:25)


11. Deter the Tyrant (6:38)


12. Avalanche (6:53)


13. Serenade Of Self-Destruction (9:55)


14. Twin Flames (Soundtrack Version) (Bonus Track) (5:02)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Resenha de Aqua o novo cd do Angra

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Desde que surgiu em 1991, o Angra provavelmente passou pela maior provação de sua carreira, amargando por quatro longos anos longe dos estúdios em função dos sempre desagradáveis entraves financeiros e judiciais que todos já devem estar cansados de saber. Mas, após a tormenta, temos "Aqua", o sétimo e tão aguardado álbum de uma das poucas bandas que conseguiu expressiva repercussão para além das fronteiras desse nosso talentoso Brasil.

Novamente temático, a inspiração recai sobre a derradeira obra de Shakespeare, "A Tempestade", escrita em 1613 e cujo drama envolve amor, conspirações oportunistas e, naturalmente, a vingança, ambientados numa ilha habitada pelo mago Próspero e sua filha, Miranda. Musicalmente, o novo disco marca o retorno de todas as características que fizeram com que o Angra se sobressaísse no cenário mundial, mesclando à distorção do Power Metal Melódico os muitos arranjos típicos da música clássica, não temendo pisar em território mais acessível e, o melhor, espalhando muito da diversidade da música étnica brasileira pelo repertório.aqua

Com muitos detalhes aparecendo de forma discreta, a forma como exploram, amarram e entrelaçam tantos elementos, por vezes tão díspares, sem exageros e de forma homogênea, oferece um caráter todo progressivo a várias canções. Mas, curiosamente, mesmo com esses atributos, optou-se por iniciar a audição com “Arising Thunder”, que, mesmo repleta de guitarras neoclássicas, se revela uma canção apenas convencional em sua proposta.

De qualquer forma, “Aqua” preza pela diversidade e oferece muito, mas muito mais do que isso. É com a beleza das percussões de “Awake From Darkness” ou “The Rage Of The Waters” que a energia primitiva do Heavy Metal se transforma em objeto de exportação para causar impacto em qualquer gringo. Desde as baladas – “Spirit Of The Air” se destaca por ser quase angelical – até as mudanças de andamento de “Hollow” oscilando harmoniosamente entre o muito pesado e o ameno; e culminando na etérea “Ashes” que encerra a audição de forma um tanto quanto obscura, o Angra injeta o necessário apelo emocional, estimulando e segurando as atenções do ouvinte com uma sempre bem vinda imprevisibilidade.

Novamente contando com o baterista Ricardo Confessori, “Aqua” certamente não muda os rumos do Heavy Metal, mas possui uma estética tão versátil e exótica que mantém o Angra entre os mais expressivos nomes do Power Metal Melódico mundial. E, como não poderia deixar de ser, fatalmente agradará ao público que vem acompanhando o conjunto paulista em sua fase pós-André Matos. Nada soa forçado, apenas flui... como água.

Contato:
http://www.myspace.com/angraofficial
http://www.angra.net

Formação:
Eduardo Falaschi - voz
Kiko Loureiro - guitarra
Rafael Bittencourt - guitarra
Felipe Andreoli - baixo
Ricardo Confessori - bateria

Angra - Aqua
(2010 - Voice Music / Die Hard Records - nacional)

01. Viderunt Te Aquæ

02. Arising Thunder


03. Awake From Darkness


04. Lease Of Life


05. The Rage Of The Waters


06. Spirit Of The Air


07. Hollow

 

08. A Monster In Her Eyes

 

09. Weakness Of A Man

 

10. Ashes

 

Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/115023-angra.html

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Resenha do Cd do Epica - Design Your Universe

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Desde sua fundação, em 2002, o Epica manteve uma sequencia de excelentes álbuns, tendo no bombástico "Divine Conspiracy" (07) o grande ponto alto de sua carreira. Pelo menos por enquanto, pois seu mais novo trabalho, "Design Your Universe", consegue ultrapassá-lo em termos de composição e sofisticação. E, se estão em vias de atingir o mainstrean, o estão fazendo sem perder sua essência ou abrandar o peso de sua música.simone

O conceito do álbum aborda algumas das novas descobertas na física quântica, que diz provar que tudo está conectado a um nível subatômico, onde podemos influenciar a matéria que está ao nosso redor apenas com a força do pensamento. Por extensão, existe um respeitoso questionamento sobre a real finalidade das religiões organizadas ou devoção às culturas antigas.

É sempre fascinante a combinação de ira, maciez e melancolia, com a paixão tão típica do Epica, com guinadas que garantem a necessária diversidade nesta viagem musical que é "Design Your Universe". A aquisição de Isaac Delahaye (God Dethroned) elevou o trabalho das guitarras a outro patamar, com riffs e solos bem sacados. Mas, em se tratando de desempenhos individuais, Simone continua com sua linda performance, brilhando com a incrível capacidade e alcance de sua voz, que se contrapõe de forma calculada com os grunhidos de Mark Jensen.

Ainda que seja ingrata a tarefa de apontar destaques por aqui, "Martyr Of The Free Word" chama a atenção pela beleza das sinfonias e cantos gregorianos, e as vozes de Simone e Mark na melhor tradição 'a Bela e a Fera'. A progressiva "Kingdom Of Heaven" mostra as manhas de montar longas composições – 13 minutos! – de forma sempre impressionante, além de "White Waters" trazer Tony Kakko (Sonata Arctica) exibindo sua bonita voz.epica10

A forma como os fãs da banda se multiplicam a cada disco lançado comprova que o caminho é esse, o da elegante recusa em se estagnar. E, apesar de "Design Your Universe" mostrar o Epica mais épico do que nunca, sente-se claramente que há muitos novos caminhos a serem explorados no futuro. O disco está aportando no Brasil via Laser Company Records e é um item indispensável aos devotos do Symphonic Heavy Metal!

Formação:
Simone Simons - voz
Mark Jansen - guitarra e voz
Isaac Delahaye - guitarra
Coen Janssen - teclados
Yves Huts - baixo
Ariën van Weesenbeek - bateria


Epica - Design Your Universe
(2009 / Nuclear Blast Records - 2010 / Laser Company Records - nacional)


Contato: http://www.epica.nl
http://www.myspace.com/epica


01. Samadhi – prelude


02. Resign To Surrender - A New Age Dawns - pt IV

03. Unleashed (esta musica possui um clipe e ele esta legendado em Português)




04. Martyr Of The Free Word

05. Our Destiny

06. Kingdom Of Heaven - A New Age Dawns - pt V

07. The Price Of Freedom – interlude

08. Burn To A Cinder

09. Tides Of Time

10. Deconstruct

11. Semblance Of Liberty

12. White Waters

13. Design Your Universe - A New Age Dawns - pt VI

Autor da Resenha: Ben Ami
Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/109660-epica.html